sábado, 10 de dezembro de 2016

Festas Judaicas - Purim

Purim é uma das oportunidades em que o bom humor da comunidade sobe ao nível mais alto. Os acontecimentos que esta festa relembra tiveram um curso tão inesperadamente favorável que a sua simples recordação já tem efeito contagioso e produz nos judeus de todos os tempos o mesmo trasbordamento de júbilo que em sua época provocaram esses episódios entre os judeus de Pérsia.
Purim, celebrado em 14 de Adar, comemora um episódio da vida hebraica na Pérsia, e sua heroína é Ester, esposa do rei Assuero. De extraordinária beleza, esta jovem cativara o monarca, que, ignorando sua origem judaica, a desposara. Ester se mantinha contudo, fiel a sua fé, graças a direção espiritual que sobre ela exercia seu tio Mordechai. Em virtude da denúncia de uma conspiração, Mordechai chegara a gozar da intimidade do rei, conquistando para si, assim, a inimizade e a inveja do primeiro ministro Haman. Para desfazer-se do judeu que detestava, não achou Haman melhor meio que despertar no rei a desconfiança contra esse povo espalhado e dividido entre todos os povos, cujas leis são diferentes das dos demais e obteve a autorização para fazer exterminar todos os judeus do reino num dia que se escolheria por sorte, e que veio a ser o 13 de Adar.
Foi quando a intervenção de Ester salvou o seu povo. Induzida por Mordechai, revelou ao rei sua condição de judia e conseguiu a anulação do decreto fatal. Mas, não pararam aí as coisas: como  uma vingança sarcástica, ordenou o monarca que o maléfico ministro fosse pendurado na mesma forca que preparara para o judeu Mordechai, e que todos os sequazes de Haman fossem, igualmente executados.
Purim tem seu nome da palavra Pur, que significa sorte, pois,  por sorteio escolhera Haman o dia em que haviam de cumprir seus sinistros desígnios.

Festas Judaicas - Chanuká

Chanuká
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Chanuka significa consagração. Comemora a consagração do templo em Jerusalém por Judas Macabeu, seus irmãos e suas tropas. Esses rebeldes venceram e expulsaram da Terra Santa os exércitos sírios, que eram superiores e representavam o Império Romano.
A história conta que quando Judas e suas tropas limparam o Templo e o colocaram em ordem para o culto, eles quiseram acender a menorá (lâmpada do templo), mas só encontaram óleo consagardo para um dia, não havendo o suficiente para durar a comemoração que seria de oito dias. Milagrosamente, a vela permanesceu acesa durante oito dias, havendo tempo suficiente para preparar o óleo que manteria a vela ascesa após esse período. Por isso, celebra-se o dia santo durante oito dias, e acende-se um candelabro de Chanuka de oito braços. Há oito chamas no candelabro, e mais uma usada para acender as outras. O candelabro é usado apenas como enfeite, e sua luz não pode ser usada para ler, nem para examinar coisas. A este candelabro denominamos Chanukiáh.

Há o costume de neste dia, se jogar um jogo chamado "dreidel", que consiste de um pião que dependendo do lado que ficar para cima, o jogador ganha prêmios, em geral nozes e balas.

A doação de presentes am Chanuka, possui uma longa tradição em certo sentido: doação aos pobres, seja de dinheiro ou alimentos, e é uma importante prática no Chanuka.

Curiosidades:

O Sevivon (ou dreidl, "pião") é um brinquedo característico de Chanuca, pois o fazemos girar segurando-o pela haste da parte superior, porque o milagre de Chanuca se deu de cima para baixo, ou seja, transcendeu a natureza.
Macabi, o grito de guerra adotado pelos Macabeus, é o acróstico de "Mi camocha BaElim HASHEM" - "Quem entre os deuses pode se comparar a D'us?" ( Êxodo 15:11), que se refere à grandeza da fé, como arma no campo de batalha.

Durante os 8 dias de Chanuca, acendemos 36 velas (além do Shamash). Essas correspondem às 36 horas da Criação, quando uma luz de características especiais cobriu o universo. Essa luz espiritual de grande intensidade, foi ocultada da vista dos seres humanos, mas ainda existe na Torah e que, por essa razão, em aramaico se chama Oraita - fonte de luz. Em cada geração essa luz é percebida por 36 homens justos (lamed vavniks) pelo mérito dos quais se mantém o mundo, por mais que suas identidades sejam desconhecidas.
Chanuca significa inauguração e se refere ao Templo, mas se dividimos a palavra em duas partes: Chanu (acampou) e Cá (formada pelas letras Chaf e Hei, cujo valor numérico é 25, data em que se celebra Chanuca) há outro significado: em 25 de Kislev, Israel acampou e descansou depois da vitória sobre seus inimigos.
A palavra Tzion em hebraico formada pela letra Tsadi e pelas letras Yud, Vav e Nun com as quais se escreve Yavan, que significa Grécia, implica a superioridade do tzadik, do espírito de Israel, sobre o materialismo da Grécia.
As pessoas são como as velas, que dissipam a escuridão. Uma pode iluminar um canto, muitas podem iluminar o mundo inteiro.
O Shamash é a vela que serve para acender as demais, já que as próprias velas de Chanuca, por representarem a luz interior, não podem ser usadas, nem sequer para iluminar o ambiente. Isso simbolicamente o torna "o ajudante" que recebe o nome de Shamash.
Enquanto as velas de Chanuca estão acesas, as mulheres não costumam fazer nenhum trabalho, para comemorar a heróica participação, física e espiritual, dessas heroínas e da geração de mulheres que se rebelaram contra os valores e a opressão grega, preservando assim o Judaísmo.
Em Israel encontra-se a "aldeia dos chashmonaim', localizada nas proximidades da cidade de Modiin, a somente 20 minutos de Jerusalém. Ali pode-se vivenciar a vida cotidiana da época dos Macabeus. Faz-se demonstrações do pastoreio, cunhagem de moedas e extração do azeite de oliva.
Yavan (Grécia) foi o quarto dos sete filhos de Yefet, filho de Noé e portanto neto deste. A palavra Yefet deriva-se da palavra yofi (beleza em hebraico); D'us lhe deu o domínio sobre a beleza (estética) e a sabedoria (materiais) e portanto a Grécia se distinguiu por tal filosofia, arquitetura e retórica.
Nem só de Macabeus se faz Chanuca. Chanuca também contou com duas destacadas heroínas: Yehudit e Chana.

Festas Judaicas - Shavuot

Shavuot
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De ano em ano, durante mais de 30 séculos e em circunstâncias diversas, ora afortunadas, ora trágicas, o povo judeu celebra uma de suas festas mais significativas e felizes: Matan Torá. Das 3 grandes festividades judaicas: Pessach, Shavuot e Sucot, nas que recordamos fatos históricos transcendentais transcorridos desde o êxodo do povo do Egito até seu estabelecimento em Eretz Israel , fatos que forjaram nossa complexidade nacional- religiosa, é Shavuot - ainda que a mais curta das festas - a de maior flexibilidade, de maior riqueza de totalidades e de mais fecundas sugestões. É uma festa de um profundo conteúdo e de amplas possibilidades evolutivas. Em seu constante desenvolvimento enriqueceu-se de valores e ideais múltiplos: místicos, econômicos, nacionais, culturais e humanitários. É como um verdadeiro ser vivo, como a mesma Torá que não é somente lei sagrada senão "ciência viva" (Torat Chaim); seus conceitos e ensinamentos crescem e se desenvolvem constantemente, plasmados pela vida real e pela capacidade potencial do povo.
Todas as festas judaicas possuem esta elasticidade, porém Shavuot é a de maior elasticidade. Festa puramente agrícola - ritual em suas origens; adota, mais tarde, na era do segundo Templo, o caráter de Festa da Lei e da Ordem Moral - o decálogo e seus respectivos comentários constituem sua inspiração e norma. Durante a diáspora, nos anos de pouca sorte, soube infundir fé e esperança num porvir do povo, enriqueceu seu conteúdo com uma missão consoladora, de saber messiânico, animou a fé na "Gueulá", que se converteu em um de seus mais caros motivos. E em nossos dias as pregações e cânticos de esperança por um futuro melhor acompanha ideais de renascimento, aspirações e ações nacionais de ordem construtiva.

Curiosidades

A festa de Shavuot recebe outros nomes como:
·Chag Hashavuot - a Torá chama essa festa de Chag Hashavuot porque sete semanas são contadas desde Chag Hapessach. Essas semanas também são chamadas de "contagem do Omer".
·Chag Hakatzir - outro nome da festa relacionado com a ceifa dos cereais.
·Atzeret - na Mishná e no Talmud chamam essa festa de Atzeret, que significa reunião festiva de multidão do povo.
·Chag Habikurim - esse nome é popular, significando a festa quando levava-se as primeiras sete espécies (Shivat Haminim: trigo, cevada, uva, figo, romã, azeitona tâmara) para o templo Sagrado (Beit Hamikdash). Sendo esta uma das 3 vezes que se peregrinava para o Templo; as outras duas eram em Pessach e Sucot.
·Matan Torá - esse nome não aparece na Torá; é o nome tradicional que foi dado pelo povo. Foi nesses dias que entregou-se a Torá para o povo de Israel, no Monte sinai.

Tradições e Costumes
·Contagem do Omer - 49 dias entre Pessach e Shavuot.
·Folhagem para Shavuot - decorar a sinagoga e a casa com plantas de cor verde.
·Leitura da Meguilat Ruth - uma das 5 Meguilot do Tanach que descreve a colheita e demonstra até que ponto a legislação judaica considerava a situação dos desamparados.
·Comidas de leite - costuma-se comer produtos derivados de leite, como queijo e bolos de queijo.
·Caminhada ao túmulo do Rei David - ele é descendente de Ruth e morreu em Chag Hashavuot.
·Leva-se os primeiros frutos - as crianças levam as primícias do campo que são entregues ao Keren Hakaiemet .
·Chag Hashavuot - é uma festa única, que não tem limitação de comidas ou orações específicas.

·Estudo noturno - costuma-se estender a noite com o fim do estudo da Torá.
Em Shavuot come-se o que quiser e onde quiser.